Boas massadas e não deixem de espreitar os outros e-books que a APN tem publicado no site.
sábado, 25 de outubro de 2014
Dia mundial das massas e um e-book cheio de informação e receitas
Hoje comemora-se o Dia Mundial das Massas e não queria deixar de assinalar esta data pois as massas são presença obrigatória numa alimentação saudável e diversificada. Para assinalar este dia a Associação Portuguesa dos Nutricionistas lançou um e-book sobre massas alimentícias, aqui vai o link, é só clicar na imagem
terça-feira, 7 de outubro de 2014
Calorias negativas e bolo crumble de ruibarbo e frutos vermelhos
Já concerteza ouviram falar de "calorias negativas". Este conceito é no mínimo estranho e só me faz lembrar quando os alunos me perguntam se este ou aquele alimento faz emagrecer. Esta simples pergunta dá logo conversa para uma boa parte da aula porque há muitos fatores a ter em conta: que quantidade de alimento, como é a restante alimentação, que exercício físico se pratica, etc. Assim como também não há nenhum alimento que engorde por si só, tudo depende dos mesmos fatores. Em suma, isto da alimentação não é branco ou preto. O melhor é ser o mais colorido e variado possível.
Mas voltando às "calorias negativas". Quando comemos um alimento, o processo de o mastigar, engolir, digerir e absorver requer alguma energia para que todo o aparelho digestivo funcione. Se um determinado alimento pudesse gastar mais energia em todos estes processos do que a energia que ele próprio fornece, teríamos um alimento com calorias negativas. No absoluto, é este o conceito de calorias negativas e está associado a alimentos que fornecem muito poucas calorias como por exemplo a beringela, cogumelos, aipo, pepino, curgete, alface, couves, abóbora, cenoura, nabo, salsa e também alguns frutos como os morangos, frutos vermelhos e a melancia. Todos estes alimentos fornecem menos de 50 kcal por 100 g de alimento, pois a maior parte do seu peso é água e fibras.
De qualquer forma nunca seria possível que a nossa alimentação fosse constituída apenas por este tipo de alimentos. O nosso organismo também precisa de proteína e alguma gordura que está praticamente ausente nestes alimentos. Portanto, a solução para perder peso não passa por aqui.
Mas não desanimem! A aritmética da alimentação não é difícil. Vou explicar:
- Só perdemos peso se gastarmos mais do que ingerirmos, certo?
- Não há alimentos que gastem mais do que fornecem mas há alguns que não andam muito longe;
- Se esses alimentos forem uma percentagem significativa da nossa alimentação, sem esquecer outros que são essenciais (basta olhar para a Roda dos alimentos AQUI) e
- Se começarmos a gastar mais, fazendo exercício físico
O resultado é: CALORIAS NEGATIVAS
E hoje deixo um bolo que leva dois ingredientes que estão no grupo dos menos calóricos mas que, nem por isso, o resultado final deixa de ser um docinho bem guloso.
Bolo crumble de ruibarbo e frutos vermelhos
Colocar 70 g de frutos vermelhos a descongelar, neste caso fiz com morangos.
Untar uma forma pequena (quadrada de 18X18 ou redonda com cerca de 20 cm de diâmetro) com margarina.
Ligar o forno a 180ºC.
1. Crumble
Misturar 70 g de margarina com 1/2 chávena de açúcar mascavado ou amarelo e 3/4 chávena de farinha sem fermento. Amassar com os dedos até obter uma textura de migalhas grossas. Reservar no frigorífico.
2. Camada intermédia
Lavar e cortar 200 g de talos de ruibarbo em rodelas (o meu ruibarbo veio DAQUI). Numa taça misturar o ruibarbo com os morangos, 1 colher de sopa de açúcar amarelo e 1/4 chávena de farinha. Reservar.
3. Bolo
Noutra taça bater bem 100 g de margarina com 1 chávena de açúcar amarelo. Juntar 3 ovos, um de cada vez (os ovos vieram do mesmo local do ruibarbo). Acrescentar 1 chávena de farinha sem fermento, 1/2 colher de chá de fermento em pó e uma pitada de sal. Mexer apenas para misturar os ingredientes.
Colocar na forma untada primeiro o bolo, por cima a mistura de fruta e ruibarbo e por fim a massa de crumble. Vai ao forno cerca de 50 minutos até estar dourado. Se espetar o palito vai sair húmido.
A receita foi encontrada AQUI.
O resultado foi este:
Cuidado, são calorias positivas mas podem transformá-las em negativas com uma boa caminhada.
Mas voltando às "calorias negativas". Quando comemos um alimento, o processo de o mastigar, engolir, digerir e absorver requer alguma energia para que todo o aparelho digestivo funcione. Se um determinado alimento pudesse gastar mais energia em todos estes processos do que a energia que ele próprio fornece, teríamos um alimento com calorias negativas. No absoluto, é este o conceito de calorias negativas e está associado a alimentos que fornecem muito poucas calorias como por exemplo a beringela, cogumelos, aipo, pepino, curgete, alface, couves, abóbora, cenoura, nabo, salsa e também alguns frutos como os morangos, frutos vermelhos e a melancia. Todos estes alimentos fornecem menos de 50 kcal por 100 g de alimento, pois a maior parte do seu peso é água e fibras.
De qualquer forma nunca seria possível que a nossa alimentação fosse constituída apenas por este tipo de alimentos. O nosso organismo também precisa de proteína e alguma gordura que está praticamente ausente nestes alimentos. Portanto, a solução para perder peso não passa por aqui.
Mas não desanimem! A aritmética da alimentação não é difícil. Vou explicar:
- Só perdemos peso se gastarmos mais do que ingerirmos, certo?
- Não há alimentos que gastem mais do que fornecem mas há alguns que não andam muito longe;
- Se esses alimentos forem uma percentagem significativa da nossa alimentação, sem esquecer outros que são essenciais (basta olhar para a Roda dos alimentos AQUI) e
- Se começarmos a gastar mais, fazendo exercício físico
O resultado é: CALORIAS NEGATIVAS
E hoje deixo um bolo que leva dois ingredientes que estão no grupo dos menos calóricos mas que, nem por isso, o resultado final deixa de ser um docinho bem guloso.
Bolo crumble de ruibarbo e frutos vermelhos
Colocar 70 g de frutos vermelhos a descongelar, neste caso fiz com morangos.
Untar uma forma pequena (quadrada de 18X18 ou redonda com cerca de 20 cm de diâmetro) com margarina.
Ligar o forno a 180ºC.
1. Crumble
Misturar 70 g de margarina com 1/2 chávena de açúcar mascavado ou amarelo e 3/4 chávena de farinha sem fermento. Amassar com os dedos até obter uma textura de migalhas grossas. Reservar no frigorífico.
2. Camada intermédia
Lavar e cortar 200 g de talos de ruibarbo em rodelas (o meu ruibarbo veio DAQUI). Numa taça misturar o ruibarbo com os morangos, 1 colher de sopa de açúcar amarelo e 1/4 chávena de farinha. Reservar.
3. Bolo
Noutra taça bater bem 100 g de margarina com 1 chávena de açúcar amarelo. Juntar 3 ovos, um de cada vez (os ovos vieram do mesmo local do ruibarbo). Acrescentar 1 chávena de farinha sem fermento, 1/2 colher de chá de fermento em pó e uma pitada de sal. Mexer apenas para misturar os ingredientes.
Colocar na forma untada primeiro o bolo, por cima a mistura de fruta e ruibarbo e por fim a massa de crumble. Vai ao forno cerca de 50 minutos até estar dourado. Se espetar o palito vai sair húmido.
A receita foi encontrada AQUI.
O resultado foi este:
Cuidado, são calorias positivas mas podem transformá-las em negativas com uma boa caminhada.
terça-feira, 30 de setembro de 2014
Massa com brócolos e salmão sobre beringela grelhada para ajudar nos trabalhos de casa
Hoje não vou dizer muito porque encontrei este artigo e não resisti a partilhá-lo aqui.
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=59283&op=all
Mais uma razão para insistirmos nas refeições de peixe e às vezes podem ser tão simples como esta:
Massa com brócolos e salmão sobre beringela grelhada:
Grelhar as beringelas (ver AQUI)
Cozer massa em água abundante temperada com sal. Pode ser qualquer tipo de massa, neste caso fiz penne. Na mesma panela colocar o cesto de cozer a vapor e cozer raminhos de brócolos. Os talos mais grossos dos brócolos guardei para colocar no puré da sopa.
No mesmo grelhador em que se cozinharam as beringelas, grelhar postas de salmão (1 pequena por pessoa ou se forem grandes dá 2 para 3 pessoas).
Agora é só colocar nos pratos: 1º uma camada de beringela grelhada, 2º massa cozida e escorrida, 3º raminhos de brócolos, 4º salmão lascado, 5º um fio de azeite.
Bem rápido, saboroso e colorido.
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=59283&op=all
Mais uma razão para insistirmos nas refeições de peixe e às vezes podem ser tão simples como esta:
Massa com brócolos e salmão sobre beringela grelhada:
Grelhar as beringelas (ver AQUI)
Cozer massa em água abundante temperada com sal. Pode ser qualquer tipo de massa, neste caso fiz penne. Na mesma panela colocar o cesto de cozer a vapor e cozer raminhos de brócolos. Os talos mais grossos dos brócolos guardei para colocar no puré da sopa.
No mesmo grelhador em que se cozinharam as beringelas, grelhar postas de salmão (1 pequena por pessoa ou se forem grandes dá 2 para 3 pessoas).
Agora é só colocar nos pratos: 1º uma camada de beringela grelhada, 2º massa cozida e escorrida, 3º raminhos de brócolos, 4º salmão lascado, 5º um fio de azeite.
Bem rápido, saboroso e colorido.
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Atum em lata e saladinha do mesmo
Aqui estou ao fim de algum tempo de ausência... Não abandonei o blogue, não deixei de fazer o jantar (com exceção de alguns dias durante as férias), não me rendi ao fast-food, apenas entrei em "modo férias". Para mim, "modo férias" é fazer uma pausa nas tarefas que nos ocupam diariamente e fazer o mais possível o que não conseguimos fazer durante o resto do ano. Acho que somos todos um pouco assim, nas férias quebramos as rotinas, carregamos as baterias e, após a primeira semana de trabalho, já pensamos no que vamos fazer nos próximos dias de descanso.
De regresso, trago um clássico - Salada de atum - com uma sugestão bem como eu gosto: fácil, saborosa e saudável. Mas primeiro vou dizer como escolho as latinhas do principal ator deste prato, o atum pois então.
Quando queremos comprar atum enlatado temos, normalmente, uma grande variedade de marcas e diferentes formas de apresentação. Como escolher?
Nunca compro atum em óleo, compro atum em azeite para as confeções em que vou aproveitar o azeite e atum ao natural (em água) quando não preciso de azeite. Atenção que o atum ao natural tem muito sal, quando o usarem cortem neste ingrediente na confeção.
Escolho quase sempre "filetes de atum" que tem os pedaços mais inteiros. Só compro atum sem ser em filetes para fazer paté de atum porque como vou desfazê-lo não preciso de comprar em filete, que é mais caro.
Outra informação importante que vem na embalagem é o peso líquido pois nem todas as marcas têm a mesma quantidade por lata. Algumas referem o peso líquido e o peso escorrido, ou seja, o peso total de atum e azeite (ou água) e o peso só de atum, respetivamente. Outras marcas referem apenas o peso líquido e aí temos de ir à lista de ingredientes e ver a quantidade de atum em percentagem.
Vou dar um exemplo para ser mais claro: uma lata de filetes de atum em azeite tem indicado o peso líquido de 120g, não tem o peso escorrido e diz na lista de ingredientes que tem atum (min 65%). Isto quer dizer que dos 120g do conteúdo da lata, apenas 78g são atum, o resto é azeite e sal. Esta informação é importante para comparar preços de produtos equivalentes. É que ás vezes o que parece barato sai caro...
Posto isto, estão mesmo a ver que na minha despensa existem 3 variedades de atum: filetes de atum em azeite, filetes de atum ao natural e atum ao natural. Passemos então à
Saladinha de atum
Tradicionalmente, cá em casa, cozem-se batatas aos cubos, cenoura também aos cubos e feijão verde cortado em viés. Cozo tudo no vapor (VER AQUI). Na parte mais em baixo do cesto coloco a cenoura porque demora mais a cozer, no meio o feijão verde e por cima a batata.
À parte cozo ovos: para os menos experientes, coloco os ovos em água fria, levo ao lume e depois de começar a ferver deixo durante 10 minutos.
Num recipiente de ir à mesa coloco a mistura de cenoura, feijão verde e batata, os ovos descascados e cortados em fatias ou pedaços e o atum desfiado (para 3 pessoas costumo usar 4 ovos e 2 latas de atum).
Falta dizer que uso filete de atum em azeite e que escorro o azeite para um recipiente antes de o misturar com os restantes ingredientes. Este azeite vai servir para fazer a maionese. Sim, não estou louca, faço a maionese. Não dá assim tanto trabalho e faz toda a diferença, além de ser muito mais saudável do que a de compra, a simples saladinha de atum fica com um requinte muito especial.
Para a maionese coloco uma gema de ovo numa taça pequena (guardem a clara num copinho descartável de café, tapem com película aderente e congelem; 4 ou 5 claras vão dar para fazer um bolo de claras), 1 colher de sobremesa de vinagre, 1 colher de chá de mostarda, sal e pimenta a gosto. Misturar bem com uma colher e adicionar o azeite em fio mexendo sempre sem parar. Se necessário, adicionar mais azeite além do que escorreu das latas de atum.
Não dá assim tanto trabalho, em 5 minutos conseguem fazer a maionese e, confesso, dá-me um gozo especial partir de uma mistura líquida e obter um creme espesso e homogéneo. É a minha veia de alquimista a falar mais alto.
O resultado é este:
e o que mais agrada ao caçula é que dia de saladinha de atum está dispensado de comer sopa, também é tradição da casa.
De regresso, trago um clássico - Salada de atum - com uma sugestão bem como eu gosto: fácil, saborosa e saudável. Mas primeiro vou dizer como escolho as latinhas do principal ator deste prato, o atum pois então.
Quando queremos comprar atum enlatado temos, normalmente, uma grande variedade de marcas e diferentes formas de apresentação. Como escolher?
Nunca compro atum em óleo, compro atum em azeite para as confeções em que vou aproveitar o azeite e atum ao natural (em água) quando não preciso de azeite. Atenção que o atum ao natural tem muito sal, quando o usarem cortem neste ingrediente na confeção.
Escolho quase sempre "filetes de atum" que tem os pedaços mais inteiros. Só compro atum sem ser em filetes para fazer paté de atum porque como vou desfazê-lo não preciso de comprar em filete, que é mais caro.
Outra informação importante que vem na embalagem é o peso líquido pois nem todas as marcas têm a mesma quantidade por lata. Algumas referem o peso líquido e o peso escorrido, ou seja, o peso total de atum e azeite (ou água) e o peso só de atum, respetivamente. Outras marcas referem apenas o peso líquido e aí temos de ir à lista de ingredientes e ver a quantidade de atum em percentagem.
Vou dar um exemplo para ser mais claro: uma lata de filetes de atum em azeite tem indicado o peso líquido de 120g, não tem o peso escorrido e diz na lista de ingredientes que tem atum (min 65%). Isto quer dizer que dos 120g do conteúdo da lata, apenas 78g são atum, o resto é azeite e sal. Esta informação é importante para comparar preços de produtos equivalentes. É que ás vezes o que parece barato sai caro...
Posto isto, estão mesmo a ver que na minha despensa existem 3 variedades de atum: filetes de atum em azeite, filetes de atum ao natural e atum ao natural. Passemos então à
Saladinha de atum
Tradicionalmente, cá em casa, cozem-se batatas aos cubos, cenoura também aos cubos e feijão verde cortado em viés. Cozo tudo no vapor (VER AQUI). Na parte mais em baixo do cesto coloco a cenoura porque demora mais a cozer, no meio o feijão verde e por cima a batata.
À parte cozo ovos: para os menos experientes, coloco os ovos em água fria, levo ao lume e depois de começar a ferver deixo durante 10 minutos.
Num recipiente de ir à mesa coloco a mistura de cenoura, feijão verde e batata, os ovos descascados e cortados em fatias ou pedaços e o atum desfiado (para 3 pessoas costumo usar 4 ovos e 2 latas de atum).
Falta dizer que uso filete de atum em azeite e que escorro o azeite para um recipiente antes de o misturar com os restantes ingredientes. Este azeite vai servir para fazer a maionese. Sim, não estou louca, faço a maionese. Não dá assim tanto trabalho e faz toda a diferença, além de ser muito mais saudável do que a de compra, a simples saladinha de atum fica com um requinte muito especial.
Para a maionese coloco uma gema de ovo numa taça pequena (guardem a clara num copinho descartável de café, tapem com película aderente e congelem; 4 ou 5 claras vão dar para fazer um bolo de claras), 1 colher de sobremesa de vinagre, 1 colher de chá de mostarda, sal e pimenta a gosto. Misturar bem com uma colher e adicionar o azeite em fio mexendo sempre sem parar. Se necessário, adicionar mais azeite além do que escorreu das latas de atum.
Não dá assim tanto trabalho, em 5 minutos conseguem fazer a maionese e, confesso, dá-me um gozo especial partir de uma mistura líquida e obter um creme espesso e homogéneo. É a minha veia de alquimista a falar mais alto.
O resultado é este:
e o que mais agrada ao caçula é que dia de saladinha de atum está dispensado de comer sopa, também é tradição da casa.
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