Aqui estou ao fim de algum tempo de ausência... Não abandonei o blogue, não deixei de fazer o jantar (com exceção de alguns dias durante as férias), não me rendi ao fast-food, apenas entrei em "modo férias". Para mim, "modo férias" é fazer uma pausa nas tarefas que nos ocupam diariamente e fazer o mais possível o que não conseguimos fazer durante o resto do ano. Acho que somos todos um pouco assim, nas férias quebramos as rotinas, carregamos as baterias e, após a primeira semana de trabalho, já pensamos no que vamos fazer nos próximos dias de descanso.
De regresso, trago um clássico - Salada de atum - com uma sugestão bem como eu gosto: fácil, saborosa e saudável. Mas primeiro vou dizer como escolho as latinhas do principal ator deste prato, o atum pois então.
Quando queremos comprar atum enlatado temos, normalmente, uma grande variedade de marcas e diferentes formas de apresentação. Como escolher?
Nunca compro atum em óleo, compro atum em azeite para as confeções em que vou aproveitar o azeite e atum ao natural (em água) quando não preciso de azeite. Atenção que o atum ao natural tem muito sal, quando o usarem cortem neste ingrediente na confeção.
Escolho quase sempre "filetes de atum" que tem os pedaços mais inteiros. Só compro atum sem ser em filetes para fazer paté de atum porque como vou desfazê-lo não preciso de comprar em filete, que é mais caro.
Outra informação importante que vem na embalagem é o peso líquido pois nem todas as marcas têm a mesma quantidade por lata. Algumas referem o peso líquido e o peso escorrido, ou seja, o peso total de atum e azeite (ou água) e o peso só de atum, respetivamente. Outras marcas referem apenas o peso líquido e aí temos de ir à lista de ingredientes e ver a quantidade de atum em percentagem.
Vou dar um exemplo para ser mais claro: uma lata de filetes de atum em azeite tem indicado o peso líquido de 120g, não tem o peso escorrido e diz na lista de ingredientes que tem atum (min 65%). Isto quer dizer que dos 120g do conteúdo da lata, apenas 78g são atum, o resto é azeite e sal. Esta informação é importante para comparar preços de produtos equivalentes. É que ás vezes o que parece barato sai caro...
Posto isto, estão mesmo a ver que na minha despensa existem 3 variedades de atum: filetes de atum em azeite, filetes de atum ao natural e atum ao natural. Passemos então à
Saladinha de atum
Tradicionalmente, cá em casa, cozem-se batatas aos cubos, cenoura também aos cubos e feijão verde cortado em viés. Cozo tudo no vapor (VER AQUI). Na parte mais em baixo do cesto coloco a cenoura porque demora mais a cozer, no meio o feijão verde e por cima a batata.
À parte cozo ovos: para os menos experientes, coloco os ovos em água fria, levo ao lume e depois de começar a ferver deixo durante 10 minutos.
Num recipiente de ir à mesa coloco a mistura de cenoura, feijão verde e batata, os ovos descascados e cortados em fatias ou pedaços e o atum desfiado (para 3 pessoas costumo usar 4 ovos e 2 latas de atum).
Falta dizer que uso filete de atum em azeite e que escorro o azeite para um recipiente antes de o misturar com os restantes ingredientes. Este azeite vai servir para fazer a maionese. Sim, não estou louca, faço a maionese. Não dá assim tanto trabalho e faz toda a diferença, além de ser muito mais saudável do que a de compra, a simples saladinha de atum fica com um requinte muito especial.
Para a maionese coloco uma gema de ovo numa taça pequena (guardem a clara num copinho descartável de café, tapem com película aderente e congelem; 4 ou 5 claras vão dar para fazer um bolo de claras), 1 colher de sobremesa de vinagre, 1 colher de chá de mostarda, sal e pimenta a gosto. Misturar bem com uma colher e adicionar o azeite em fio mexendo sempre sem parar. Se necessário, adicionar mais azeite além do que escorreu das latas de atum.
Não dá assim tanto trabalho, em 5 minutos conseguem fazer a maionese e, confesso, dá-me um gozo especial partir de uma mistura líquida e obter um creme espesso e homogéneo. É a minha veia de alquimista a falar mais alto.
O resultado é este:
e o que mais agrada ao caçula é que dia de saladinha de atum está dispensado de comer sopa, também é tradição da casa.
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
sexta-feira, 25 de julho de 2014
Côr de beringela
A beringela é um fruto que levou algum tempo a cativar-me. A pele lisinha e brilhante com aquela côr roxa, bem escura, que não sabemos bem definir, tornava-a tentadora. Mas, o sabor muitas vezes amargo e pouco característico, não era dos meus preferidos. Combiná-la com quê?
A forma mais comum de a cozinhar é passá-la por ovo e farinha e fritar, o que também não me agrada muito. Mas, procurando um pouco, rapidamente encontrei várias receitas com beringela. Já aqui publiquei um Dip de beringela que faz sempre sucesso, Beringelas recheadas e Beringelas à parmigiana. As beringelas foram uma conquista tardia mas sólida.
De facto, a beringela é um fruto interessante do ponto de vista nutricional: 100 g fornecem apenas 16 kcal, tem uma quantidade apreciável de fibra alimentar e uma grande variedade de vitaminas e sais minerais.
É da família do tomate e do pimento mas a beringela foi mais vaidosa a vestir-se, de tal forma que a sua côr, difícil de definir, deu origem à côr de beringela.
Na minha mini horta já tenho uma planta de beringela com dois frutos a crescer. Reparem como estão lindas!
Com este calorzinho daqui a uns dias serão transformadas numa entradinha, que também pode ser servida como prato principal em conjunto com outros petiscos.
Torres de beringela:
Cortar as beringelas (2) em fatias com cerca de 1 cm de espessura. Colocar num recipiente, polvilhar com sal grosso e deixar cerca de 20 minutos para perderem o amargo.
Entretanto, corte 4 a 5 tomates maduros em cubos e coloque numa frigideira ao lume, sem azeite, para cozer até estar quase desfeito.Tempere com sal.
Passe as fatias de beringela por água, escorra bem e grelhe-as de ambos os lados.
Coloque num copo o tomate, adicione oregãos e triture com a varinha mágica.
Corte um queijo chévre em fatias finas.
Num recipiente que possa ir ao forno coloque uma fatia de beringela, uma colher de sopa de molho de tomate e uma fatia de queijo. Repita as camadas e segure a "torre" com 2 palitos. Faça várias "torres" até gastar todos os ingredientes.
Leve ao forno a gratinar, para o queijo derreter e ficar tostadinho.
(Receita da Filipa Gomes - 24Kitchen)
O Verão tem destas coisas! Frutos cheios de côr, dias que se prolongam num entardecer lento e preguiçoso com petiscos com a família e com os amigos.
quarta-feira, 9 de julho de 2014
Com glúten ou sem glúten?
Ultimamente parece que o glúten se transformou em "persona non grata". Surge uma diversidade de receitas e produtos alimentares isentos de glúten que, devido a esse facto, são conotados como produtos saudáveis.
Mas afinal o que é o glúten?
O glúten é uma proteína vegetal, que existe em quantidade apreciável no trigo e no centeio, em menor quantidade na aveia e na cevada e que está ausente no milho e no arroz.
Quando se amassa o pão, as proteínas da farinha (o glúten) que inicialmente se encontram bastante "desarrumadas", começam a organizar-se e formam uma rede elástica. Esta rede é a responsável pelo aumento de volume do pão durante a fermentação, pois é nesta rede que fica aprisionado o dióxido de carbono produzido pelas leveduras. É por esta razão que o pão de trigo e de centeio é um pão fofinho e a broa de milho é compacta - não tem glúten, logo, não retém o dióxido de carbono.
A proteína vegetal, neste caso o glúten, também é importante pelo contributo que significa para a dose diária de proteína de que necessitamos. O pão de trigo tem cerca de 8% de proteína com a vantagem de ser uma proteína "limpa". Isto quer dizer que, ao contrário da proteína animal que transporta sempre associada alguma (ou muita) gordura, a proteína vegetal não se faz acompanhar de gordura.
Então porquê esta má fama do glúten?
Há de facto pessoas a quem o glúten faz mal, são os doentes celíacos. Quando ingerem glúten, o sistema imunológico responde, danificando a mucosa do intestino e comprometendo a absorção dos restantes nutrientes. É uma doença do tipo alérgico e a única forma de a controlar é eliminar o glúten da alimentaçao. E acreditem, não é fácil fazer uma alimentação isenta de glúten. Está presente por todo o lado, onde menos esperamos: iogurtes, queijos industriais, enlatados, salsichas, molhos, sobremesas instantâneas, gelados, etc.
Só os doentes celíacos devem retirar o glúten da alimentação. Todas as outras pessoas, já que têm a sorte de não ser intolerantes ao glúten, podem e devem comer alimentos com esta proteína. Um alimento muito utilizado na alimentação vegetariana, o seitan, não é mais do que "puro" glúten.
Uma entrada que vai deixar a casa bem perfumada e com glúten, pois então:
Foccacia de alecrim:
500 g farinha de trigo 65
315 ml de água
1 saqueta de fermento de padeiro desidratado
1 colher de sopa de açúcar
1/2 colher de sopa de sal fino
3 colheres de sopa de azeite
alecrim fresco
sal grosso q.b.
Disolver o fermento de padeiro na água morna, adicionar o açúcar, o sal e o azeite. Acrescentar a farinha e misturar com um garfo. Adicionar alecrim picadinho e misturar bem.
Colocar a massa na mesa e amassar bem durante cerca de 10 min. (esticar e dobrar).
Alternativa Bimby - misturar os líquidos 30 seg, vel 3; adicionar a farinha e o alecrim e programar 15 seg, vel 6 e de seguida 2 minutos na velocidade espiga.
Colocar a massa numa taça untada com azeite a levedar, tapada com película aderente, durante cerca de 1 h.
Untar um tabuleiro com azeite e transferir a massa para o tabuleiro, sem a amachucar. Esticar para que ocupe toda a superfície do tabuleiro. Polvilhar a foccacia com mais alecrim picadinho, pedrinhas de sal grosso e um fio de azeite.
Vai ao forno a 200ºC durante cerca de 30 min.
Servir com uma mistura de azeite e vinagre balsâmico para molhar a foccacia.
Uma entradinha bem saudável e COM glúten
segunda-feira, 30 de junho de 2014
Vem o tempo mais quente e começam os comentários:
- Sopa?!... Com este calor?!...
De facto, se no Inverno, a sopa quentinha sabe bem, já no Verão não é o que nos apetece mais.
Sou grande defensora da sopa pela quantidade e variedade de vegetais que nos permite ingerir mas concordo que sopa e verão não combinam muito bem. Há alternativas frias como o gaspacho, sopa de meloa, etc ou então podemos reforçar os vegetais nos restantes pratos.
As saladinhas são uma fonte de vegetais mas significam muito pouco. Seria necessário comer um prato a abarrotar de salada de alface para nos aproximarmos do valor nutritivo de uma sopa de vegetais.
Assim, para dispensar a sopa, os vegetais vão-se instalando e ganhando terreno nos restantes pratos, apesar das reclamações do mais novo:
- Mãe, pões verdes em todo o lado...
Desta vez foi numa tarte salgada.
Tarte de fiambre e espinafres:
Massa: 250g farinha sem fermento, 125g de margarina, 4 colh. sopa de água
Misturar a margarina, que deve estar bem fria, partida em pequenos pedaços, com a farinha. Deve ficar com o aspeto de areia. Adicionar a água e agregar a mistura de farinha sem amassar. Fazer uma bola, envolver em película aderente e colocar no frigorífico durante cerca de 1/2 hora. Estender a massa com o rolo sobre uma folha de papel vegetal. Forrar a forma de tarte com o papel vegetal + massa. Picar o fundo da tarte com um garfo. Reservar.
Recheio: 1 molho de espinafres, 150g de fiambre, 3 ovos, 1 pacote de leite evaporado, 2 colh. sopa de azeite, sal e pimenta q.b.
Saltear os espinafres lavados e cortados aos bocados no azeite. Deixar só até que fiquem murchos sem cozerem muito. Temperar com um pouco de sal e pimenta. Adicionar o fiambre picado e envolver. Colocar esta mistura dentro da massa da tarte, distribuindo uniformemente por toda a superfície. Numa tigela bater os ovos com o leite evaporado (encontra pacotes pequenos de leite evaporado junto dos pacotes de natas; substitui muito bem as natas e tem muito menos gordura, ainda menos que as "natas vegetais"). Temperar com sal e pimenta colocar sobe os espinafres. Vai ao forno, previamente aquecido a 180ºC, durante cerca de 40 min.
O resultado é este e até o refilãozito disse que estava muito bom e que "os verdes" ficavam lá bem.
Quente ou fria, com uma saladinha constitui uma ótima refeição.
- Sopa?!... Com este calor?!...
De facto, se no Inverno, a sopa quentinha sabe bem, já no Verão não é o que nos apetece mais.
Sou grande defensora da sopa pela quantidade e variedade de vegetais que nos permite ingerir mas concordo que sopa e verão não combinam muito bem. Há alternativas frias como o gaspacho, sopa de meloa, etc ou então podemos reforçar os vegetais nos restantes pratos.
As saladinhas são uma fonte de vegetais mas significam muito pouco. Seria necessário comer um prato a abarrotar de salada de alface para nos aproximarmos do valor nutritivo de uma sopa de vegetais.
Assim, para dispensar a sopa, os vegetais vão-se instalando e ganhando terreno nos restantes pratos, apesar das reclamações do mais novo:
- Mãe, pões verdes em todo o lado...
Desta vez foi numa tarte salgada.
Tarte de fiambre e espinafres:
Massa: 250g farinha sem fermento, 125g de margarina, 4 colh. sopa de água
Misturar a margarina, que deve estar bem fria, partida em pequenos pedaços, com a farinha. Deve ficar com o aspeto de areia. Adicionar a água e agregar a mistura de farinha sem amassar. Fazer uma bola, envolver em película aderente e colocar no frigorífico durante cerca de 1/2 hora. Estender a massa com o rolo sobre uma folha de papel vegetal. Forrar a forma de tarte com o papel vegetal + massa. Picar o fundo da tarte com um garfo. Reservar.
Recheio: 1 molho de espinafres, 150g de fiambre, 3 ovos, 1 pacote de leite evaporado, 2 colh. sopa de azeite, sal e pimenta q.b.
Saltear os espinafres lavados e cortados aos bocados no azeite. Deixar só até que fiquem murchos sem cozerem muito. Temperar com um pouco de sal e pimenta. Adicionar o fiambre picado e envolver. Colocar esta mistura dentro da massa da tarte, distribuindo uniformemente por toda a superfície. Numa tigela bater os ovos com o leite evaporado (encontra pacotes pequenos de leite evaporado junto dos pacotes de natas; substitui muito bem as natas e tem muito menos gordura, ainda menos que as "natas vegetais"). Temperar com sal e pimenta colocar sobe os espinafres. Vai ao forno, previamente aquecido a 180ºC, durante cerca de 40 min.
O resultado é este e até o refilãozito disse que estava muito bom e que "os verdes" ficavam lá bem.
Quente ou fria, com uma saladinha constitui uma ótima refeição.
terça-feira, 3 de junho de 2014
Não há revista, site ou blogue que se preze que não fale das bebidas detox, essas "verdes" maravilhas da natureza que combinam vegetais crus, frutas, raízes, sementes e ainda os designados superalimentos como as bagas de goji, camu camu, algas, sementes de chia, gengibre, etc.
O principal objetivo destas bebidas é desintoxicar o organismo e por isso devem ser ingeridas como uma refeição limpando o nosso organismo de todas as toxinas a que estamos expostos.
Se estão à espera de uma receita de uma bebida detox, podem deixar de ler e fechar o computador! Não sei fazer bebidas detox nem quero aprender... Não concordo com uma alimentação em que um dia, de vez em quando, em vez do almoço ou do jantar, se bebe um sumo verde, vermelho ou amarelo que nos deixa muito contentes porque fazemos uma alimentação muito saudável. Durante o resto da semana já podemos comer qualquer coisa, já bebemos a nossa dose de "saudável".
E que exemplo damos às nossas crianças/adolescentes? Vamos também substituir-lhes uma refeição, de vez em quando, por uma bebida detox? Ou as toxinas só se acumulam no organismo dos adultos? Não, não concordo...
Os hortícolas, as frutas, as sementes que fazem parte das bebidas detox, devem ser incluídas diariamente na nossa alimentação, no contexto das refeições que habitualmente fazemos, em família. Esta convivência à volta da mesa são um espaço de partilha das refeições e das experiências do dia-a-dia, onde não cabe uma "bebida detox".
Hoje vou deixar um desafio. A receita que vou apresentar é "Peixe ao sal" com "Batatas assadas no microndas". O desafio é deixar nos comentários um outro acompanhamento com ingredientes que constituem as bebida detox (hortícolas, frutas, sementes, etc)
Peixe ao sal:
1 dourada ou robalo ou truta salmonada (cerca de 250g de peixe por pessoa)
2 kg de sal
Quando comprar o peixe, peça na peixaria para não abrirem a barriga do peixe e tirarem as tripas pela abertura das guelras. Lave o peixe muito bem e seque com papel de cozinha
Misturar o sal com 1 copo pequeno de água, numa taça, até parecer areia molhada.
Forrar uma assadeira grande com papel vegetal, colocar uma camada de sal, o peixe e tapar todo o peixe com o restante sal. Com as mãos fazer aderir bem o sal ao peixe, ficando todo tapado.
Levar ao forno a 180ºC, já pré-aquecido. Por cada quilograma de peixe deixar 30 minutos.
Partir a crosta de sal lateralmente com o bico de uma faca. Retirar a tampa de sal o mais inteira possível, retirar a pele do peixe e servir.
Batatas assadas no microondas:
Lavar muito bem batatas médias com tamanho mais ou menos idêntico. Picá-las a toda a volta com um garfo. Colocar sobre o prato do microndas e ligar na potência máxima durante 8 minutos (para 4 batatas).
Verificar se as batatas já estão ligeiramente macias ao tacto. Se necessário programar mais 1 a 2 minutos.
Embrulhar em papel de alumínio e deixar repousar uns minutos (vão acabar de assar neste tempo; costumo deixá-las dentro do microndas desligado).
Não foi esquecimento, não levam mesmo sal nenhum.
Abrir o papel de alumínio, dar um golpe em cruz e temperar com um fio de azeite. Aqui pode ser mais criativo e fazer um molhinho com maionese e coentros ou iogurte, alho e coentros.
sexta-feira, 16 de maio de 2014
Sim, hoje é o dia da revolução alimentar. E acreditem que é urgente... Espreitem o link:
http://www.foodrevolutionday.com
e agarrem nas vossas melhores armas: tachos, panelas, facas, colheres, fogão e forno.
E o microndas? É um aliado ou um inimigo?
Nem uma coisa nem outra... Pode ser a solução em determinadas situações e o problema noutras. Há que pesar prós e contras e decidir a melhor opção.
O microondas é muito adequado e rápido para aquecer comida já confecionada. Ao almoço já não conseguimos passar sem ele. Começa por aquecer os pratos da sopa, um de cada vez, e de seguida continua a aquecer o prato que cada um compõe a partir das várias caixinhas de comida já confecionada que se tiram do frigorífico. A dinâmica do almoço é assim, muito diferente da do jantar, mas quando se dispõe de menos de 1 hora para chegar a casa, almoçar e voltar para o trabalho, esta é a melhor solução para comer comidinha preparada em casa.
O jantar é bem diferente. O microondas fica mais descansadinho e só é usado em situações pontuais. No microondas, as partículas dos alimentos, em especial as moléculas de água, entram em grande agitação, chocando umas com as outras. São estes choques que provocam atrito entre as partículas e libertação de calor, aquecendo muito rapidamente os alimentos.
O aquecimento rápido é prático pois em pouco tempo temos a nossa refeição pronta mas, se pensarmos que a confeção dos alimentos também serve para destruir microrganismos nocivos que estão nos alimentos, a rapidez não é uma vantagem. Nunca cozinho carne, peixe ou outros alimentos que eventualmente possam conter microrganismos nocivos no microondas, pois as temperaturas elevadas não se mantêm durante o tempo suficiente para garantir que todos os microrganismos nocivos foram destruídos.
O aquecimento rápido é prático pois em pouco tempo temos a nossa refeição pronta mas, se pensarmos que a confeção dos alimentos também serve para destruir microrganismos nocivos que estão nos alimentos, a rapidez não é uma vantagem. Nunca cozinho carne, peixe ou outros alimentos que eventualmente possam conter microrganismos nocivos no microondas, pois as temperaturas elevadas não se mantêm durante o tempo suficiente para garantir que todos os microrganismos nocivos foram destruídos.
No entanto, para cozinhar batatas ou fruta "assadas" é perfeitamente adequado.
Para cozinhar no forno e aquecer no microondas fica a sugestão de um rolo de carne:
Rolo de carne:
600 g de carne picada (pode ser só vitela ou mistura de vitela e porco),
1 lata de cogumelos (355 g),
1 ovo,
1 cebola,
3 dentes de alho,
3 colheres de sopa de pão ralado,
salsa, sal, pimenta e noz moscada a gosto
200 g de bacon fatiado
100 ml de vinho branco
Forrar um pirex de ir ao forno com fatias de bacon. Rerservar. Triturar muito bem os cogumelos, a cebola, os dentes de alho e a salsa na picadora. Numa tigela colocar a carne, a mistura triturada, o ovo, o pão ralado e temperar com sal, pimenta e noz moscada. Com as mãos misturar bem todos os ingredientes e moldar um rolo cilindrico que se coloca no pirex sobre o bacon. Tapar todo o rolo com as restantes tiras de bacon. Regar com o vinho branco e levar ao forno pré-aquecido a 180ºC durante cerca de 45 min.
Para cozinhar no forno e aquecer no microondas fica a sugestão de um rolo de carne:
Rolo de carne:
600 g de carne picada (pode ser só vitela ou mistura de vitela e porco),
1 lata de cogumelos (355 g),
1 ovo,
1 cebola,
3 dentes de alho,
3 colheres de sopa de pão ralado,
salsa, sal, pimenta e noz moscada a gosto
200 g de bacon fatiado
100 ml de vinho branco
Forrar um pirex de ir ao forno com fatias de bacon. Rerservar. Triturar muito bem os cogumelos, a cebola, os dentes de alho e a salsa na picadora. Numa tigela colocar a carne, a mistura triturada, o ovo, o pão ralado e temperar com sal, pimenta e noz moscada. Com as mãos misturar bem todos os ingredientes e moldar um rolo cilindrico que se coloca no pirex sobre o bacon. Tapar todo o rolo com as restantes tiras de bacon. Regar com o vinho branco e levar ao forno pré-aquecido a 180ºC durante cerca de 45 min.
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