terça-feira, 26 de março de 2013

De uma forma geral e sobretudo no que toca a alimentos, associamos os microrganismos a situações menos agradáveis - alimentos estragados, gastroenterites ou no mínimo uma dor de barriga.

Mas nem sempre é assim, há microrganismos que são verdadeiros amigos, trabalhadores incansáveis, dedicados e eficientes. Estou a lembrar-me das leveduras sem as quais não existiria o pão. Na suas inúmeras variedades: de trigo, milho ou centeio, branco ou integral, fofo ou mais consistente, de leite ou com chouriço, saloio ou caseiro...; não há pão que passe sem levedura.

É que o pão resulta do trabalho concertado de 3 seres vivos: o grão de cereal, a levedura e o Homem. É óbvio que as leveduras não fazem este trabalho para serem simpáticas para nós, utilizam os açúcares que resultam do desdobramento da farinha para se alimentarem a si próprias. Assim se vão reproduzindo e formando também um gás, o dióxido de carbono, que fica aprisionado na massa do pão formando alvéolos que lhe dão aquela textura fofinha de que tanto gostamos.

Como não podia deixar de ser, hoje deixo uma receita de pão, muito simples de fazer mas que precisa de tempo. As nossas amigas leveduras necessitam de trabalhar com calma e paciência. E como "depressa e bem não faz ninguém", nem mesmo uma levedura, é necessário preparar a massa com alguma antecedência. A vantagem desta receita é que pode guardar a massa no frigorífico até 2 semanas e em 1 hora consegue preparar um delicioso pão com o aroma e a textura características de uma longa fermentação.


Artisan bread:

1 Kg de farinha de trigo tipo 65
700 ml de água morna
1 colher de sopa de sal grosso
1 saqueta de fermento de padeiro seco ou um cubo de fermento de padeiro em barra

Num recipiente de plástico grande com tampa (com capacidade para cerca de 5 l) coloque o fermento e o sal. Adicione a água morna e mexa com uma colher de pau até dissolver todo o fermento e o sal. Adicione a farinha toda de uma vez e mexa com a colher de pau até que toda a farinha esteja incorporada. Deixe levedar 2 horas à temperatura ambiente tapando o recipiente mas sem o vedar completamente.

Ao fim de 2 horas está pronta a ser usada ou colocada no frigorífico até 2 semanas.

Quando for usar a massa, polvilhe a supercie com farinha e retire a porção que desejar cortando a massa com uma faca de serrilha. Com as mãos enfarinhadas e amassando o menos possível, molde com a forma que quiser enrolando a massa para baixo e para o centro. Coloque num pírex com tampa polvilhado de farinha de milho (também pode ser farinha de trigo), polvilhe com mais farinha de milho (ou trigo) e dê uns golpes com uma faca afiada. Tape o pirex e deixe descansar durante cerca de 30 minutos. Ao fim deste tempo, leve ao formo previamente aquecido a 200ºC durante cerca de 30 minutos. Destape nos últimos 5 minutos para ficar mais tostadinho.

 
 




 
 Se pudessem sentir o cheirinho...Hum!



quarta-feira, 20 de março de 2013

Hoje começou a Primavera! Este ano veio um pouco mais cedo embora a chuva insista em regar hortas e pomares, o que não deixa de ser bom.

Hortaliças e legumes são alimentos a consumir em abundância e variando o mais possível. E se podemos variar!... Cenouras, alho françês, inúmeras variedades de couves, brócolos, curgete, couve-flor, nabo, alface, agrião, rúcula, espinafres, alho, cebola, rabanete, abóbora, aipo, chuchus, beterraba, tomate, pepino, beringela, pimento, nabiças,... E tenho a sensação de que me esqueci de outros tantos.

Os hortícolas são alimentos com elevada concentração de nutrientes  protetores e reguladores e fornecem geralmente quantidades relativamente reduzidas de calorias. Por tudo isto são alimentos com elevado valor nutricional essenciais numa alimentação saudável.

Quando consumidos em crú devem ser muito bem lavados, em água corrente. Quando cozinhados alguns componentes perdem-se na água de cozedura. Poderá sempre aproveitar a água de cozer os hortícolas para fazer sopas ou molhos ou, em alternativa, cozer a vapor. Não é necessário equipamentos sofisticados e dispendiosos para cozer a vapor, basta um cesto deste tipo


que se adapta a qualquer tacho ou panela vulgar.  Tem ainda a vantagem de não necessitar de adicionar sal.

Outra boa alternativa são os hortícolas congelados. Podemos tê-los sempre no congelador para utilizar nos dias em que não foi possível comprar hortícolas frescos e assim não há desculpas para não comer estes preciosos alimentos. Têm ainda a vantagem de estar já prontos a cozinhar e acreditem que as modernas técnicas de congelação não lhes roubam valor nutritivo.

Outra forma de aproveitar na totalidade o valor nutritivo dos hortícolas é consumi-los na sopa, estufados, jardineiras e caldeiradas. E por que não numa deliciosa entrada...


Dip de beringela:

3 beringelas médias, 1 pimento vermelho, 1 pimento verde, 1 pimento amarelo (os pimentos devem ser pequenos ou metade de um grande), 1 cebola, 2 dentes de alho picados, passas, 150 ml de azeite, 75 ml de vinagre (de vinho ou balsâmico ou mistura dos dois), sal e pimenta a gosto.

Cortar todos os ingredientes em cubos pequenos e colocar numa assadeira, adicionar o azeite, o vinagre, o sal e a pimenta e misturar bem. Levar ao forno a 150ºC, tapado com papel de alumínio durante cerca de 1 hora. Mexer de vez em quando e 20 minutos antes do fim do tempo retirar o papel de alumínio para tostar um pouco. 
Retirar do forno e esmagar para formar uma pasta não muito homogénea. 
Servir à temperatura ambiente polvilhado com queijo parmesão ralado por cima. Comer sobre tostas.

O sabor desta entrada é uma agradável surpresa e pode repetir as vezes que quiser com gula e sem culpas.

 
E porque ainda vem mais chuva no fim de semana




domingo, 17 de março de 2013

Hoje é dia de festa cá em casa, faz anos o chefe-índio. Mas o fim de semana foi passado fora e de regresso a casa ao fim do dia ainda faltava o bolo, as velas e o "Parabéns a você...".

Os alimentos são importantes pelo seu valor nutricional mas também pelo valor afetivo que carregam. Não há aniversário sem bolo, Páscoa sem folar, Natal sem bolo rei ou filhós... Os alimentos e a gastronomia são parte da nossa cultura e ajudam-nos a marcar as ocasiões importantes. Da mesma forma, há alimentos que detestamos porque os associamos a situações menos agradáveis.

Este valor afetivo dos alimentos é importante e deve ser tão preservado como as tradições gastronómicas, por isso hoje foi dia de experimentar uma receita de bolo de chocolate no microndas que estava à espera dum dia especial para ser testada.

Bolo de chocolate no microndas:

4 ovos, 200 g açúcar, 100 g farinha com fermento, 100 g de tablete de chocolate para culinária, 100 g margarina.

Bater muito bem os ovos inteiros com a farinha e o açúcar. Numa taça derreter o chocolate e a margarina no microndas. Adicionar à mistura de ovos, açúcar e farinha e mexer bem. 
Untar um pirex alto de cerca de 20 cm de diâmetro com margarina. Colocar o preparado do bolo no pirex e levar ao microndas, na potência máxima, durante 4 minutos. Se o bolo ainda não estiver cozido leve ao microndas mais 30 segundos na potência máxima e se necessário pode repetir até o bolo estar mais ou menos cozido conforme gostar. Desenforme ainda quente.

"...muitos anos de vida..." 

 

segunda-feira, 11 de março de 2013

Os ovos são uma excelente alternativa à carne e ao peixe com a vantagem de serem mais económicos. As proteínas presentes no ovo respeitam a proporção e a quantidade de aminoácidos essenciais que precisamos e são de fácil digestão. Além destas vantagens, os ovos podem ser facilmente incluídos na alimentação de crianças ou idosos condicionados por dificuldades de mastigação.

Além da proteína, os ovos também são ricos em vitaminas do complexo B (B2, B6, B12), vitamina A, vitamina D, vitamina K, fósforo, cálcio, iodo, magnésio, zinco, selénio e ferro.

Pessoas saudáveis podem consumir até 1 ovo por dia, integrado numa alimentação saudável, de preferência em substituição de carnes vermelhas e enchidos. O ovo não deve ser usado como suplemento da carne ("ovo a cavalo") ou peixe (ovo cozido) mas deve constituir alternativa à carne ou peixe. Um ovo de classe M (média) tem cerca de 53 a 63 g e é suficiente para suprir as necessidades proteicas de uma refeição principal.

Os ovos têm gozado de alguma "má fama" sendo-lhes apontado um elevado teor de colesterol. De facto o ovo possuí cerca de 215 mg de colesterol (o valor máximo diário de colesterol recomendado é de 300 mg). Mas, estudos recentes, demonstram que o fator mais relevante para o aumento do colesterol sanguíneo é a ingestão de alimentos ricos em gorduras saturadas (ex: enchidos, manteiga, queijos gordos e carnes “vermelhas”) e em gorduras trans (ex: batatas fritas de pacote, folhados, biscoitos...).

aqui deixei algumas receitas de refeições em que o ovo é o "ator principal" e que estão identificadas com a etiqueta "Nem carne nem peixe". Aqui fica mais uma.


Tortilha de espargos selvagens e espinafres:
  
1 molho de espargos selvagens ou espargos verdes em frasco;
meio saco de espinafres prontos a consumir;
100 g de batata palha;
4 ovos;
20 ml de azeite;
50 ml de leite;
sal e pimenta q.b.

Coloque o azeite numa frigideira grande antiaderente e adicione os espargos cortados em pedaços de cerca de 3 cm retirando a parte mais rija do talo. Com os espargos selvagens vou partindo à mão a partir da extremidade e rejeito quando já não consigo partir facilmente. Os espargos de frasco são totalmente aproveitados mas devem-se deixar escorrer muito bem.
Quando os espargos já estiverem cozinhados, acrescentar os espinafres e esperar que cozinhem mexendo frequentemente.
Adicionar a batata palha, envolver e acrescentar os ovos batidos com o leite e temperados com sal e pimenta a gosto. 
Deixar a parte de baixo da tortilha cozer em lume brando e coagular os ovos sem queimar. Agitar levemente a frigideira de vez em quando.
Para a virar deixar deslizar a tortilha para um prato grande, colocar a frigideira invertida por cima e virar rapidamente o prato sobre a frigideira. Levar ao lume mais uns minutos para acabar de cozer.

Resultado: uma ótima refeição completa, equilibrada, rápida e económica...
 
  

segunda-feira, 4 de março de 2013

Cá em casa a carne picada é sempre "falsificada". Mas, acreditem, é coisa que não deixo por mãos alheias. Gosto de falsificar como deve ser com todos os requintes de malvadez e quando estão a comer a minha carninha faço um sorrizinho de bruxa má e digo para os meus botões "Ah, ah, nem sabem como lhes trato da saúde!" 

Para começar compro a carne de vitela numa peça inteira. A carne que se vende já picada, normalmente em "cuvetes" é uma brincadeirinha (vejam o rótulo)... eu gosto de falsificar à séria!

Pego na carne retiro as peles e gorduras, corto em cubos e pico na picadora. Num robôt de cozinha junto uma cebola média, dois dentes de alho, cogumelos (1 lata média), 2 cenouras, 1 curgete média descascada, 1 lata grande de tomate pelado e pico tudo muito bem. Deve ficar uma papinha homogénea. Coloco esta papinha num tacho largo, adiciono cerca de 40 ml de azeite e levo ao lume até cozer cerca de 5 minutos. Acrescento a carne picada (cerca de 600 g), tempero com sal, pimenta, noz moscada, orégãos e deixo cozer durante 15 minutos mexendo frequentemente. Vão sentir-se verdadeiros alquimistas, ninguém adivinha o que está nesta bolonhesa realmente falsificada.

Esta é a base para um simples esparguete à bolonhesa ou para uma cremosa lasanha que foi a opção escolhida desta vez.


Lasanha da bruxa má:

Carne à bolonhesa "falsificada"
1 embalagem de massa para lasanha fresca
Molho béchamel (ver a receita aqui)
Queijo mozarella ralado q.b.
Azeite q.b.

No fundo de um pirex colocar um fio de azeite, começar com uma camada de massa, uma de carne à bolonhesa e assim sucessivamente terminando com massa. Colocar o molho béchamel por cima polvilhar com o queijo ralado e levar ao forno pré-aquecido a 180ºC durante cerca de 30 minutos ou até ficar douradinho. 

O resultado é mais ou menos este:



 e nem sabem como lhes estão a tratar da saúde!...
 

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Para reduzir gradualmente o consumo de sal há várias coisas que pode fazer:
  • Leia os rótulos dos alimentos que compra e procure adquirir os que tiverem menor quantidade de sal (cloreto de sódio - NaCl);
  • Ingredientes como o glutamato monossódico e o bicarbonato de sódio acrescentam aos alimentos quantidades significativas de sódio;
  • Diminua gradualmente a quantidade de sal que adiciona durante a confecção dos alimentos;
  • Não leve o saleiro para a mesa;
  • Substitua o sal usado na confecção dos alimentos por ervas aromáticas, especiarias, vinho ou sumo de limão; 
  • Procure deixar a carne e o peixe a marinar, antes de os confeccionar, em vinha de alhos ou com outros temperos sem sal; 
Evite consumir alimentos com elevado teor em sal, tais como:
- Produtos de salsicharia, charcutaria e alimentos fumados;
- Sopas instantâneas;
- Caldos concentrados (ex.: caldos de carne, peixe, vegetais, marisco);
- Rissóis, croquetes, chamuças, bolinhos de bacalhau, panados...
- Alimentos enlatados;
- Ketchup, maionese, mostarda, molho de soja;
- Folhados;
- Determinados tipos de queijo;
- Refeições congeladas prontas a consumir;
- Margarinas, manteiga e outras gorduras para barrar;
- Batatas fritas de pacote e outros aperitivos muito salgados;
- Azeitonas;
- Águas minerais gaseificadas
.

E as batatinhas à murro? Que bem que sabem cheias de sal! Deixo hoje uma alternativa mais saudável para substituir de vez em quando as batatinhas à murro e cuidar melhor da saúde de todos.


Batatas assadas da Teresa:

Pode fazer com batatas normais ou batata doce ou com as duas e cada um escolhe o que preferir.
Escolher batatas grandes e lavar muito bem (costumo esfregá-las com uma escovinha, principalmente as batatas doces que têm sempre muita terra)
Cortar as batatas em fatias com cerca de 1 cm mas sem separar completamente, ficam juntas na base.
Colocar numa assadeira e temperar com um pouco de sal, e abundantemente com orégãos secos e alecrim fresco. Regar com um fio de azeite.
Tapar com papel de alumínio e levar ao forno durante cerca de 45 min.
O resultado é este:


e acompanham na perfeição uma carne assada.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

O sal é um ingrediente comum a quase todos os pratos da nossa culinária. Inicialmente era utilizado para conservar os alimentos em salmoura o que contribuia de forma muito importante para a variedade e diversidade da dieta alimentar das populações. O seu valor era de tal modo reconhecido que chegou a ser unidade monetária, daí a palavra "salário".

Hoje em dia o sal (cloreto de sódio) está presente na nossa cozinha essencialmente por uma questão de sabor que foi ficando dos tempos em que era utilizado como conservante. Os dois minerais que o compõem (cloro e sódio) são essenciais ao nosso organismo mas as consequências do consumo excessivo, principalmente do sódio são inúmeras pelo que a Organização Mundial de Saúde recomenda o consumo máximo de 5 g de sal por dia.

A maior parte do sal que consumimos é proveniente dos alimentos pré-preparados que compramos fora de casa: enchidos, enlatados, caldos já preparados, molhos, refeições prontas a comer, croquetes, rissóis, aperitivos salgados, batatas fritas e até cereais pequeno-almoço.

O consumo excessivo de sal aumenta o risco de aparecimento de determinados tipos de cancro (nomeadamente cancro do estômago), de hipertensão arterial e de doenças cardiovasculares além de sobrecarregar o funcionamento dos rins e provocar maior retenção de líquidos.

A sugestão de hoje é uma bôla super rápida de chouriço (no Alentejo é línguiça). E porque é um dos alimentos da lista negra do sódio escolham um com teor de sal mais baixo. Como? Espreitem o rótulo...


Bôla rápida de chouriço (ou linguiça):

2 chávenas de farinha, 2 ovos, 2 colheres de sopa de manteiga, 1 chávena de leite bem cheia, 2 colheres de sopa de fermento em pó, 1 chouriço (linguiça).

Misture a farinha com o fermento. Junte a manteiga partida em lamelas e esfarele a manteiga com a farinha com a ponta dos dedos. Numa taça bata ligeiramente os ovos com o leite. Adicione à farinha e misture sem bater muito. Deve mexer o menos possível só para incorporar a farinha com os líquidos sem deixar grumos. Pique o chouriço (linguiça) na picadora e adicione à massa. Coloque numa forma retangular previamente untada e leve ao forno pré-aquecido a 150ºC durante cerca de 40 minutos, até estar cozida e douradinha. Corte em cubos e sirva quente ou fria.


  
 
 


domingo, 10 de fevereiro de 2013

O leite e derivados constituem o grupo da Roda dos Alimentos que deve contribuir com 18% em peso para a alimentação diária. Em termos práticos devemos ingerir 2 a 3 porções de laticínios diariamente.

1 porção de laticínios é:
     1 chávena almoçadeira de leite (250 ml)
     1 iogurte líquido
     1,5 iogurte sólido
     2 fatias finas de queijo (40 g)
     50 g de queijo fresco

De uma maneira geral, a população portuguesa ingere lacticínios em quantidade suficiente, talvez a tendência seja até para ingerir em excesso. Parte deste consumo consiste em iogurtes que se apresentam no mercado com uma variedade enorme de sabores, texturas e variedades.

No entanto, os rótulos não enganam, e muitos dos iogurtes à venda têm tanto ou mais açúcar que um arroz doce, leite creme ou gelatina. Um iogurte natural tem cerca de 5 g por porção (125 g), mas um iogurte líquido (180 g) pode conter mais de 20 g de açúcar (2 pacotinhos de açúcar do café). Um alimento, como o iogurte, que à partida seria saudável e equilibrado pode tornar-se numa fonte exagerada de açúcares simples. 

Porque tenho esta "birra" com os iogurtes, este fim de semana decidi tirar a iogurteira com mais de 20 anos do armário e experimentei esta receita de iogurte que estava debaixo de olho há algum tempo.

Iogurte de bolacha Maria e canela:

80 g de bolacha Maria ou torrada, 1 l de leite, 1 pau de canela, 1 colh. sopa de açúcar amarelo, 2 colh. sopa de leite em pó, 1 iogurte natural.
Aqueça o leite com o pau de canela sem o deixar ferver. Deixe arrefecer até o leite estar a cerca de 50ºC (quente mas sem queimar) e retire o pau de canela. Numa taça pequena misture muito bem o iogurte com o leite em pó, o açúcar e um pouco de leite. Adicione esta mistura ao restante leite e acrescente ainda a bolacha ralada na picadora. Misture tudo muito bem. Distribua a mistura pelos frascos de iogurte, coloque-os na iogurteira e ligue-a durante 12 horas. Retire os copos tape-os e coloque no frigorífico. Se não tiver iogurteira pode abafar os copos numa manta e colocar no forno durante 12 horas (aquecer previamente o forno a 50ºC e desligar).

Preparação na Bimby: Triturar a bolacha 10 seg/vel 9 e reservar. Aquecer o leite a 60ºC/8 min/vel 1. Retirar o pau de canela, adicionar a bolacha, o leite em pó e o açúcar e programar 3 min/50ºC/vel 3. Acrescentar o iogurte e bater mais 15 seg/vel 3. Está pronto a distribuir pelos copos.  

 
Tentador este iogurte com a bolachinha depositada no fundo!

O indiozinho júnior cá de casa torceu o nariz, tenho de insistir, há-de render-se.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

O comentário da GL no post da receita das panquecas deixou-me muito contente pois esse é um dos meus objectivos: levar à cozinha os que não gostam de cozinhar ou para quem essa tarefa é um bicho de 7 cabeças, "uma das atividades mais penosas" ou um enorme sacrifício. Cozinhar pode ser simples, rápido, divertido e um bom investimento, senão o melhor nos dias que correm, na nossa saúde e na dos que partilham conosco a maioria das refeições. 

Sim, é este o meu ponto de vista, provavelmente por deformação profissional (sou professora de Nutrição, licenciada em Ciências Farmacêuticas, mestre em Tecnologia Alimentar e estou a fazer o doutoramento em Doenças Metabólicas e Comportamento Alimentar) ou porque uma das formas que tenho de lidar com o stress e o cansaço é ir para a cozinha, com uma boa musiquinha, sozinha, entre tachos e panelas, experimentar receitas novas (que raramente faço como vem no livro) ou misturar os ingredientes que me parecem resultar em combinações novas, saborosas e saudáveis. Umas vezes sai bem, outras não, é mesmo assim...

Apesar de gostar de cozinhar, não gosto de receitas muito complicadas, com muitos ingredientes ou que exijam muito tempo pois além de cozinhar há muitas outras coisas que gosto de fazer! Acho ainda que devemos respeitar o sabor e a textura natural dos alimentos, combinando-os de forma agradável, variando o mais possível e previligiando os alimentos da época.

Mas o que me dá mais satisfação é, quando me sento à mesa com a tribo cá de casa, saber exatamente o que estamos a comer. Até pode a "miscelânea" não ter resultado muito bem, mas sei que não estou a comer uma lista de ingredientes, aditivos e afins com nomes indecifráveis.

Cozinhem...pela vossa saúde!


Arroz amarelinho (que acompanhou as bochechas de porco):
2 chávenas de arroz vaporizado, 4 chávenas de água, 100 g de bacon em cubinhos, 50 g de passas, 1 colher de chá de curcuma (açafrão-das-índias), 30 ml de azeite, sal q.b.
Coloque a água a aquecer num recipiente ou numa chaleira. Num tacho, coloque o bacon e o azeite e leve ao lume mexendo de vez em quando. Quando o bacon começar a alourar, adicione o açafrão, mexa bem, adicione o arroz e deixe fritar um pouco. Adicione a água já quente, tempere com sal a gosto e junte as passas. Deixe cozinhar em lume brando, mexendo o arroz só quando começar a ferver e deixando cozinhar, não tapando completamente o recipiente, durante cerca de 12 minutos ou até não haver água à superfície do arroz. Nesta altura desligue o fogão e tape o recipiente completamente deixando assim cerca de 5 minutos antes de servir.

 

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Rotulagem III
Continuando a falar na rotulagem nutricional, esta pode aparecer assim:
                   Valor energético............KJ/...Kcal
                   Proteínas.................................g
                   Glícidos...................................g
                   Lípidos....................................g

e esta é a informação nutricional simples. Atualmente é mais comum os alimentos apresentarem a informação nutricional completa desta forma:



Glícidos ou hidratos de carbono são sinónimos e referem-se ao somatório dos hidratos de carbono complexos (amido) e simples (açúcares). Quando olho para um rótulo deste tipo com o objetivo de escolher a melhor opção para uma alimentação saudável reparo sobretudo no valor dos açúcares, dos lípidos e dos lípidos saturados. 

Relativamente aos açúcares devemos restringir ao máximo o seu consumo já que contribuem para o aumento de peso. Um alimento deverá ter hidratos de carbono complexos (amido) e, dentro destes, a menor quantidade possível de açúcares. Os lípidos deverão apresentar valores baixos sobretudo os saturados já que estes aumentam os níveis de colesterol sanguíneo, um dos fatores responsáveis pelas doenças cardiovasculares.

Comparando o valor nutricional dos dois iogurtes que se seguem
 


a melhor escolha seria sem dúvida o segundo pois apesar de ter um pouco mais de açúcar (+ 0,4g/100g) tem muito menos lípidos totais e também saturados.

O jantar de ontem foi bochechas de porco estufadas. É um prato um pouco mais moroso, bom para o fim de semana, mas já ficou uma dose bem acondicionada no frigorífico que vai dar para um dos almoços da semana.

Bochechas de porco estufadas:
1 Kg de bochechas de porco limpas de gorduras e peles (as maiores partem-se ao meio), 2 cebolas médias, 2 cenouras, 2 dentes de alho, 2 tomates, 200 ml de vinho branco ou tinto, 30 ml de azeite, sal, pimenta, noz-moscada, mistura de ervas aromáticas.
Coloca-se tudo num tacho ao mesmo tempo, as cebolas, as cenouras e os tomates são partidos aos bocados. Deixa-se cozer em lume brando durante 1 hora. Vai-se mexendo de vez em quando e se necessário adicionar pequenas quantidades de água para não deixar secar. Verificar se a carne está bem macia, poderá precisar de mais um pouco de cozedura. Desligar o lume, retirar os pedaços de carne para uma travessa e triturar o molho e os vegetais com a varinha mágica. Deve ficar um molho espesso. Colocar a carne neste molho e aquecer tudo em conjunto mais um pouco. Está pronto a servir e pode acompanhar com arroz, batata, puré de batata ou massa.  Ontem o acompanhamento foi arroz amarelinho (fica para o próximo post)