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quarta-feira, 25 de março de 2020

Tão simples e tão saboroso

Hoje é dia de peixe porque isto de estar em casa em isolamento profilático requer uma alimentação saudável. 

Mas antes de avançarmos, 2ª regra:

Não ver as notícias todas dos telejornais, dos jornais, das redes sociais e afins!

É desejável estarmos informados, mas ver e ouvir as mesmas coisas várias vezes ao longo do dia é masoquismo! É quase uma autotortura…

Quais as vantagens do peixe? 
É uma ótima fonte de proteínas que não fica nada aquém da carne. A quantidade de proteína por 100 g de peixe é semelhante à quantidade de proteína por 100 g de carne. O ditado popular - Peixe não puxa carroça – não tem nada a ver com a quantidade de proteína, mas sim, talvez, com o facto de que o peixe é mais facilmente digerido do que a carne, o que até é uma vantagem no contexto actual.

Há no entanto uma enorme vantagem do peixe relativamente à carne – a gordura que cada um contém. O peixe tem gordura saudável (insaturada) ao contrário da carne que além de ter muito mais gordura, é maioritariamente gordura saturada (a evitar o mais possível). Mesmo um bife magro pode chegar a ter 30 % do seu peso em gordura.

Explicações dadas vamos ao principal:

Lombinhos de peixe com molho de alho francês e coentros:

Ingredientes:
4 lombinhos de peixe descongelados
1 alho francês (parte branca)
½ molho de coentros
3 colheres de sopa de azeite
100 ml de natas
Sal e pimenta q.b.

Modo de preparação:

  • Colocar os lombinhos de peixe previamente descongelados num pirex e temperar com sal e pimenta.
  • Cortar o alho francês em rodelas e colocar num tacho pequeno com o azeite até amolecer, cerca de 5 min, mexendo frequentemente.
  • Adicionar os coentros e deixar estufar mais 2 min.
  • Colocar a mistura de alho francês e coentros num copo triturador, adicionar as natas e triturar até estar um creme homogéneo. Se estiver muito espesso pode adicionar um pouco de água.
  • Colocar este creme bem verdinho sobre os lombinhos de peixe e levar ao forno pré aquecido a 180ºC durante 20 minutos. 
  • Quase no final polvilhei com cebola frita (já comprei preparada) mas é opcional.


O acompanhamento pode ser o que quiser, mas fica muito bem com puré de batata.

Se tiver um robot de cozinha tipo Bimby ou similar, faz o estufado de legumes da mesma forma, acrescenta as natas e tritura tudo.

1º 

2º 









É tão simples e fica tão bom, garanto!



segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

5 dezembro

Dia de peixe. Tento sempre que possível intercalar refeições de carne e peixe. É mais difícil com os pratos de peixe porque ao almoço nunca tenho tempo de cozinhar e têm de ficar prontos do dia anterior. Estes mimos de pescada embrulhados resultaram na perfeição e cumpriram todos os requisitos.


Mimos de pescada embrulhados em bacon:

Deixar os mimos de pescada descongelar dentro do frigorífico, de um dia para o outro (é assim que todos os alimentos deves ser descongelados). Temperar os mimos de pescada com sal, pimenta e sumo de limão. Embrulhar cada mimo de pescada numa fatia de bacon e fechar com um palito. Colocar um fio de azeite (20 g) numa frigideira anti-aderente e cozinhar o peixe virando dos dois lados. Demora cerca de 5 minutos. Reservar.

Entretanto cortar cerca de 250 g de cogumelos frescos em quartos e salteá-los na mesma frigideira. Quando os cogumelos estiverem quase cozinhados, temperar com pimenta e um pouco de sal, acrescentar os mimos de pescada e deixar cozinhar mais um pouco, cerca de 3 minutos. 

Muito rápido e saboroso. O acompanhamento foi puré de batata





quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Um clássico COM mas que parece SEM

- Mãe, o que é o jantar?
- Sopa de legumes e bacalhau à Brás com salada de alface e tomate.
- Bacalhau? Não gosto do teu bacalhau à Brás, gosto mais do da escola.
- Porquê? O que é que tem o bacalhau à Brás da escola que o meu não tem?
- O da escola não tem bacalhau e o teu tem muito bacalhau. Não gosto de bacalhau.
- Pois, mas hoje é bacalhau à Brás. Se não gostas comes menos...

Esta foi a conversa da última vez que fiz bacalhau à Brás mas não se vai repetir, garanto, pois agora já sei fazer bacalhau à Brás com bacalhau mas que parece bacalhau à Brás sem bacalhau.

Passo a explicar:


Bacalhau à Brás:

1 cebola média,
2 dentes de alho
2 colh. sopa de azeite,
cerca de 400 g de bacalhau sem peles e espinhas,
160 g de batata frita palha
4 ovos,
3 colheres de sopa de leite,
1 molho de salsa,
sal q.b.

Picar a cebola e os dentes de alho bem picadinhos, colocar numa frigideira grande antiaderente com o azeite e deixar fritar um pouco até a cebola estar translúcida. Adicionar o bacalhau desfiado e meia chávena de água. Mexer com colher desfazendo o bacalhau à medida que vai cozendo. A água vai facilitar a cozedura do bacalhau ficando bem desfeitinho sem ficar fibroso pois este é um dos problemas do bacalhau.

Ao mesmo tempo colocar água a ferver (cerca de 1,5 l) num recipiente ou na chaleira. Colocar as batatas fritas num escorredor de legumes e regar as batatas fritas com a água a ferver. Deixar escorrer bem e evaporar a água. Esta "lavagem" vai retirar sal em excesso às batatas e vai também arrastar alguma gordura que as batatas absorveram durante a fritura. Esta simples operação vai tornar o nosso prato mais saudável: menos calórico e menos rico em gorduras más.
 
Quando a água tiver evaporado e o bacalhau se apresentar bem desfeitinho, adicionar as batatas e envolver. Numa taça bater os ovos com o leite e com a salsa picadinha. Adicionar à mistura de batata e bacalhau e mexer para misturar e coagular os ovos. Retificar de sal, se necessário. Pode deixar mais ou menos cozinhado conforme o gosto. Para as crianças pequenas convém deixar cozinhar bem os ovos pois assim garantimos que não são veículo de microrganismos patogénicos. Para os mais crescidos, que já têm mais defesas, pode deixar mais cremoso e húmido.

Resultado final: 

- Este bacalhau parece o da escola... não puseste bacalhau...




terça-feira, 30 de setembro de 2014

Massa com brócolos e salmão sobre beringela grelhada para ajudar nos trabalhos de casa

Hoje não vou dizer muito porque encontrei este artigo e não resisti a partilhá-lo aqui. 

http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=59283&op=all

Mais uma razão para insistirmos nas refeições de peixe e às vezes podem ser tão simples como esta:


Massa com brócolos e salmão sobre beringela grelhada:

Grelhar as beringelas (ver AQUI)
Cozer massa em água abundante temperada com sal. Pode ser qualquer tipo de massa, neste caso fiz penne. Na mesma panela colocar o cesto de cozer a vapor e cozer raminhos de brócolos. Os talos mais grossos dos brócolos guardei para colocar no puré da sopa. 
No mesmo grelhador em que se cozinharam as beringelas, grelhar postas de salmão (1 pequena por pessoa ou se forem grandes dá 2 para 3 pessoas).
Agora é só colocar nos pratos: 1º uma camada de beringela grelhada, 2º massa cozida e escorrida, 3º raminhos de brócolos, 4º salmão lascado, 5º um fio de azeite. 

Bem rápido, saboroso e colorido.






quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Atum em lata e saladinha do mesmo

Aqui estou ao fim de algum tempo de ausência... Não abandonei o blogue, não deixei de fazer o jantar (com exceção de alguns dias durante as férias), não me rendi ao fast-food, apenas entrei em "modo férias". Para mim, "modo férias" é fazer uma pausa nas tarefas que nos ocupam diariamente e fazer o mais possível o que não conseguimos fazer durante o resto do ano. Acho que somos todos um pouco assim, nas férias quebramos as rotinas, carregamos as baterias e, após a primeira semana de trabalho, já pensamos no que vamos fazer nos próximos dias de descanso.

De regresso, trago um clássico - Salada de atum - com uma sugestão bem como eu gosto: fácil, saborosa e saudável. Mas primeiro vou dizer como escolho as latinhas do principal ator deste prato, o atum pois então.

Quando  queremos comprar atum enlatado temos, normalmente, uma grande variedade de marcas e diferentes formas de apresentação. Como escolher?

Nunca compro atum em óleo, compro atum em azeite para as confeções em que vou aproveitar o azeite e atum ao natural (em água) quando não preciso de azeite. Atenção que o atum ao natural tem muito sal, quando o usarem cortem neste ingrediente na confeção. 

Escolho quase sempre "filetes de atum" que tem os pedaços mais inteiros. Só compro atum sem ser em filetes para fazer paté de atum porque como vou desfazê-lo não preciso de comprar em filete, que é mais caro.

Outra informação importante que vem na embalagem é o peso líquido pois nem todas as marcas têm a mesma quantidade por lata. Algumas referem o peso líquido e o peso escorrido, ou seja, o peso total de atum e azeite (ou água) e o peso só de atum, respetivamente. Outras marcas referem apenas o peso líquido e aí temos de ir à lista de ingredientes e ver a quantidade de atum em percentagem.

Vou dar um exemplo para ser mais claro: uma lata de filetes de atum em azeite tem indicado o peso líquido de 120g, não tem o peso escorrido e diz na lista de ingredientes que tem atum (min 65%). Isto quer dizer que dos 120g do conteúdo da lata, apenas 78g são atum, o resto é azeite e sal. Esta informação é importante para comparar preços de produtos equivalentes. É que ás vezes o que parece barato sai caro...

Posto isto, estão mesmo a ver que na minha despensa existem 3 variedades de atum: filetes de atum em azeite, filetes de atum ao natural e atum ao natural. Passemos então à 


Saladinha de atum 

Tradicionalmente, cá em casa, cozem-se batatas aos cubos, cenoura também aos cubos e feijão verde cortado em viés. Cozo tudo no vapor (VER AQUI). Na parte mais em baixo do cesto coloco a cenoura porque demora mais a cozer, no meio o feijão verde e por cima a batata.

À parte cozo ovos: para os menos experientes, coloco os ovos em água fria, levo ao lume e depois de começar a ferver deixo durante 10 minutos.

Num recipiente de ir à mesa coloco a mistura de cenoura, feijão verde e batata, os ovos descascados e cortados em fatias ou pedaços e o atum desfiado (para 3 pessoas costumo usar 4 ovos e 2 latas de atum).

Falta dizer que uso filete de atum em azeite e que escorro o azeite para um recipiente antes de o misturar com os restantes ingredientes. Este azeite vai servir para fazer a maionese. Sim, não estou louca, faço a maionese. Não dá assim tanto trabalho e faz toda a diferença, além de ser muito mais saudável do que a de compra, a simples saladinha de atum fica com um requinte muito especial.

Para a maionese coloco uma gema de ovo numa taça pequena (guardem a clara num copinho descartável de café, tapem com película aderente e congelem; 4 ou 5 claras vão dar para fazer um bolo de claras), 1 colher de sobremesa de vinagre, 1 colher de chá de mostarda, sal e pimenta a gosto. Misturar bem com uma colher  e adicionar o azeite em fio mexendo sempre sem parar. Se necessário, adicionar mais azeite além do que escorreu das latas de atum.  

Não dá assim tanto trabalho, em 5 minutos conseguem fazer a maionese e, confesso, dá-me um gozo especial partir de uma mistura líquida e obter um creme espesso e homogéneo. É a minha veia de alquimista a falar mais alto.

O resultado é este:


 
e o que mais agrada ao caçula é que dia de saladinha de atum está dispensado de comer sopa, também é tradição da casa.


terça-feira, 3 de junho de 2014

Não há revista, site ou blogue que se preze que não fale das bebidas detox, essas "verdes" maravilhas da natureza que combinam vegetais crus, frutas, raízes, sementes e ainda os designados superalimentos como as bagas de goji, camu camu, algas, sementes de chia, gengibre, etc.

O principal objetivo destas bebidas é desintoxicar o organismo e por isso devem ser ingeridas como uma refeição limpando o nosso organismo de todas as toxinas a que estamos expostos.

Se estão à espera de uma receita de uma bebida detox, podem deixar de ler e fechar o computador! Não sei fazer bebidas detox nem quero aprender... Não concordo com uma alimentação em que um dia, de vez em quando, em vez do almoço ou do jantar, se bebe um sumo verde, vermelho ou amarelo que nos deixa muito contentes porque fazemos uma alimentação muito saudável. Durante o resto da semana já podemos comer qualquer coisa, já bebemos a nossa dose de "saudável".

E que exemplo damos às nossas crianças/adolescentes? Vamos também substituir-lhes uma refeição, de vez em quando, por uma bebida detox? Ou as toxinas só se acumulam no organismo dos adultos? Não, não concordo...

Os hortícolas, as frutas, as sementes que fazem parte das bebidas detox, devem ser incluídas diariamente na nossa alimentação, no contexto das refeições que habitualmente fazemos, em família. Esta convivência à volta da mesa são um espaço de partilha das refeições e das experiências do dia-a-dia, onde não cabe uma "bebida detox".

Hoje vou deixar um desafio. A receita que vou apresentar é "Peixe ao sal" com "Batatas assadas no microndas". O desafio é deixar nos comentários um outro acompanhamento com ingredientes que constituem as bebida detox (hortícolas, frutas, sementes, etc)


Peixe ao sal:

1 dourada ou robalo ou truta salmonada (cerca de 250g de peixe por pessoa)
2 kg de sal

Quando comprar o peixe, peça na peixaria para não abrirem a barriga do peixe e tirarem as tripas pela abertura das guelras. Lave o peixe muito bem e seque com papel de cozinha

Misturar o sal com 1 copo pequeno de água, numa taça, até parecer areia molhada.

Forrar uma assadeira grande com papel vegetal, colocar uma camada de sal, o peixe e tapar todo o peixe com o restante sal. Com as mãos fazer aderir bem o sal ao peixe, ficando todo tapado. 

Levar ao forno a 180ºC, já pré-aquecido. Por cada quilograma de peixe deixar 30 minutos.

Partir a crosta de sal lateralmente com o bico de uma faca. Retirar a tampa de sal o mais inteira possível, retirar a pele do peixe e servir.





Batatas assadas no microondas:

Lavar muito bem batatas médias com tamanho mais ou menos idêntico. Picá-las a toda a volta com um garfo. Colocar sobre o prato do microndas e ligar na potência máxima durante 8 minutos (para 4 batatas). 

Verificar se as batatas já estão ligeiramente macias ao tacto. Se necessário programar mais 1 a 2 minutos.

Embrulhar em papel de alumínio e deixar repousar uns minutos (vão acabar de assar neste tempo; costumo deixá-las dentro do microndas desligado).

Não foi esquecimento, não levam mesmo sal nenhum.

Abrir o papel de alumínio, dar um golpe em cruz e temperar com um fio de azeite. Aqui pode ser mais criativo e fazer um molhinho com maionese e coentros ou iogurte, alho e coentros.




 

quarta-feira, 12 de março de 2014

Quando se fala em gastronomia portuguesa o bacalhau é um dos alimentos que mais nos identifica o que não deixa de ser curioso porque, de facto, não é um alimento "nosso". Sendo Portugal um país de mar, esta relação entre os portugueses e um peixe que não é capturado nas nossas águas, é no mínimo, estranha e singular.

Este não é um peixe que se coma muito cá por casa, apesar das 1001 maneiras que existem de o cozinhar. Em primeiro lugar porque o mais novo "torce o nariz" quando o adivinha e come muito bem todos os outros peixes, por isso não há razões para insistir no bacalhau. Por outro lado, as formas de confeção preferidas nem sempre são muito equilibradas: bacalhau com natas, bacalhau à Brás, ... Claro que na consoada não pode faltar o "fiel amigo" com as batatas e as couves, mas é mesmo só nesse dia que se come desta forma.

Do ponto de vista nutricional o bacalhau é um peixe com teores elevados de colesterol comparativamente a outros peixes. É, contudo, uma boa fonte de proteínas, vitaminas e sais minerais. Relativamente aos elevados teores de sódio, se for bem demolhado e a adição de sal de confeção tiver em conta o sal de conservação que ainda permanece no alimento, não será uma desvantagem.

A forma de confecionar bacalhau que hoje sugiro, além de saudável é muito aromática e até convenceu o "caçula".


Caril de bacalhau com gambas e abóbora: 

400 g de bacalhau,
250 g de gambas descascadas, 
1 banana,
1 maçã,
150 g de abóbora descascada e limpa,
1 cebola,
2 dentes de alho,
1 pau de canela,
50 ml de azeite,
200 ml de leite de coco,
1 molho de coentros,
caril a gosto,
gengibre fresco a gosto,
sal q.b.

Aqueça o azeite num tacho juntamente com a cebola e o alho finamente picados e o gengibre ralado (pedaço do tamanho de uma noz pequena). Refogue um pouco e adicione uma colher de chá generosa de caril e deixe refogar. Pode usar mais ou menos caril conforme o gosto e conforme use caril mais ou menos intenso. Entretanto descasque e corte a banana, a maçã e a abóbora em pequenos pedaços e junte ao caril. Deixe cozer cerca de 5 minutos. Tempere com um pouco de sal, junte o leite de coco e a mesma quantidade de água. Deixe cozer cerca de 5 minutos com o lume baixo. Retire o tacho do lume e triture tudo com a varinha mágica. Adicione o pau de canela, o bacalhau previamente escaldado e lascado e as gambas. Leve novamente ao lume por mais 5 minutos. Se o molho estiver muito espesso, junte um pouco mais de água. Sirva polvilhado com coentros picados.


Pode acompanhar com arroz basmati simplesmente cozido em água com sal ou com um acompanhamento mais original e menos calórico - cuscus de couve-flor.


Cuscus de couve-flor:

Triture na picadora uma couve-flor (só a parte branca, sem as folhas verdes). Deve ficar com o aspeto de cuscus. Levar ao microondas num pirex com tampa durante 2 minutos na potência máxima. Servir o caril sobre este acompanhamento. 


 

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Ainda a propósito de gorduras trans (que foi o tema do último post) deixo aqui o link para uma entrevista sobre este assunto (AQUI). Nos EUA caminha-se para a eliminação deste tipo de gorduras da alimentação. Por cá,  ainda estamos a léguas de nos vermos livres das gorduras trans.

A maioria dos produtos alimentares já apresenta informação nutricional, apesar de esta ainda não ser obrigatória. No entanto, mesmo a informação nutricional mais completa, não refere a quantidade de gorduras trans que o alimento contém. Em suma, este tipo de gorduras está bem mascaradinho nos produtos processados. 

Os alimentos com maiores quantidades deste tipo de gorduras são: pão de forma de produção industrial, bolachas, biscoitos, fast-food, batatas fritas de pacote, aperitivos, produtos de pastelaria e confeitaria, bolos embalados, refeições prontas a consumir e refeições congeladas e embaladas prontas a consumir.

Também em casa conseguimos produzir gorduras trans quando utilizamos o mesmo óleo vegetal em várias frituras a temperaturas muito elevadas (acima dos 160ºC). E onde é que isto acontece mesmo à frente do nossos olhos? Nas nossas "queridas" fritadeiras elétricas. A melhor opção é reduzir o mais possível os fritos e quando for esse o caso, utilizar azeite ou óleo de amendoim para fritar. Estas gorduras aguentam temperaturas de fritura mais elevadas sem sofrerem alterações indesejáveis. Em especial o óleo de amendoim, mais barato que o azeite (e um pouco mais caro que os restantes óleos alimentares), é uma boa solução de compromisso. E claro, nunca na fritadeira elétrica onde o óleo fica durante semanas, meses,..., e é reaquecido várias vezes.

A sugestão de hoje foi, para mim, uma agradável surpresa. Quando encontrei a receita num suplemento da revista VISÃO, achei que "quiche" e peixe não combinavam muito bem. No entanto resolvi experimentar e rendi-me. Para os "comichosos" com o peixe é uma boa alternativa.


Quiche de peixe:

Massa quebrada:
250 g de farinha de trigo sem fermento (pode combinar farinha de trigo comum com farinha integral ou até mesmo usar só farinha integral), 90 ml de água, 60 ml  de azeite, 1 colher de café de sal.
 
Misturar todos os ingredientes até formar uma bola.
Estender a massa entre duas folhas de papel vegetal com a ajuda do rolo. Colocar o papel e a massa na tarteira e d
eixar descansar cerca de 30 minutos no frigorífico.
(esta não é a massa da receita original que incluía margarina; esta é a minha versão "without trans" de massa quebrada; não fica tão crocante como a original mas a nossa saúde agradece) 
 
Recheio:
3 lombos de pescada ou restos de peixe cozinhados; 150g de miolo de camarão (opcional); 1 cebola média; 2 dentes de alho; 1 alho francês; 1/3 de pimento; 1 tomate maduro; 1,5 dl de natas vegetais; 3 ovos; 1 raminho de salsa; azeite, sal e pimenta

Num tacho coloque a cebola, os alhos, o pimento e o alho françês cortados finamente. Adicione o azeite e leve ao lume até amolecer. Tempere com sal e pimenta. Acrescente o tomate sem pele e cortado em pedaços e junte o peixe. Deixe cozer e desfaça ligeiramente o peixe com a colher. Nesta fase pode adicionar o miolo de camarão, se desejar. Retiere do lume. Bata os avos com as natas, acrescente a salsa picada e envolva com o preparado de peixe. 

Retire o papel vegetal que ficou sobre a massa e verta o preparado na tarteira forrada com a massa. Leve ao forno pré-aquecido a 180ºC durante cerca de 40 minutos.






 
 

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Tão importante como o valor nutricional é a qualidade higiénica dos alimentos que consumimos. Esta preocupação é geralmente controlada pela leitura do prazo de validade mas há que respeitar algumas regras simples de conservação dos alimentos.

A qualidade higiénica dos alimentos começa nas compras. Em primeiro lugar devem colocar-se no carrinho as compras que não necessitam de condições especiais de conservação, ou seja, todos os alimentos que estão acondicionados nas prateleiras do supermercado à temperatura ambiente. Só a seguir devem ser recolhidos os alimentos refrigerados (leite do dia, iogurtes, queijo, fiambre, etc) e por último os congelados. O ideal seria transportar os refrigerados e os congelados em sacos térmicos mas, se não decorrer mais de 15 a 20 minutos até chegarmos a casa, podemos transportá-los em sacos normais. Em casa fazemos pela ordem inversa, primeiro arrumamos os congelados, a seguir os refrigerados e por último os alimentos que não necessitam de conservação no frio.

A organização dos alimentos no frigorífico deve ter em consideração que a temperatura no seu interior não é homogénea. Deve consultar as instruções do frigorífico para saber como funciona o seu, mas de uma forma geral, a zona intermédia é a mais fria. Nesta zona deve colocar: carne, peixe, saladas, sobremesas,  e queijo fresco. A zona superior, um pouco menos fria, serve para acondicionar iogurtes, compotas,  queijo curado e pratos já cozinhados devidamente acondicionados. Nas zonas inferiores devem ser colocados produtos em fase de descongelação e nas gavetas inferiores os hortícolas, fruta e leguminosas frescas. Na porta do frigorífico têm lugar o leite, os ovos, a manteiga e as margarinas. O frigorífico não deve estar demasiado cheio para permitir a circulação do ar frio e a adequada conservação dos produtos.


Lombinhos de salmão embrulhados em alho françês:

Temperar os lombinhos de salmão com sal, pimenta e sumo de limão. Abrir a parte branca de um alho françês, só de um lado, separar em folhas e cortar ao comprimento dos lombinhos. Enrolar o peixe em duas folhas de alho françês e atar com fios feitos das folhas verdes. Fica assim:

Colocar um fio de azeite numa frigideira antiaderente e colocar os embrulhos de salmão. Deixar cozinhar bem de ambos os lados.


Neste caso foram acompanhados com cubinhos de batata no microndas.