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sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

9 dezembro

As sopas cá em casa não têm receita. São sempre de legumes pois canja não é sopa, é canja.

A base tem sempre 1 cebola e 2 batatas, normalmente leva cenoura e/ou abóbora e uma leguminosa (pouca quantidade) que pode ser feijão, grão ou lentilhas. Além destes legumes inclui os verdes que podem ser feijão verde, brócolos, espinafres, couve, curgete, alho françês, etc. Leva um pouco de sal e o azeite só é adicionado depois de desligar o lume e antes de triturar.

A sopa que fica para as refeições seguintes é colocada em recipientes de vidro, não muito grandes para não demorar muito tempo a arrefecer e guardada bem fechada no frigorífico logo que esteja morna. 

A sopinha de hoje ficou assim:


Gosto dela quentinha, quentinha...

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Prendas de Natal saudáveis e saborosas - porque não?

Tenho feito o jantar todos os dias e o almoço também! O que tem faltado é tempo para partilhar aqui o que têm sido os menus. Como sabem não costumo publicar só as receitas. O que mais satisfação me dá é mesmo partilhar informação sobre alimentação saudável e ensinar a fazer as melhores escolhas. A receita é o "chamariz".

Os menus, como sempre, têm sido simples. Com a chegada do frio não pode faltar a sopa quentinha. Não tenho receitas de sopas. Têm sempre batata (pouca - só para ficar mais aveludada e ajudar a ligar os outros ingredientes), 1 cebola, um pouco de leguminosas (feijão, grão, ervilhas, favas - esta parte é segredo porque oficialmente não têm nada disto) e mais 3 ou 4 vegetais: o que houver no frigorífico, o que estiver em promoção no supermercado ou o que encomendei no cabaz semanal biológico. Pode ser curgete, abóbora, chuchu, aipo, beterraba, couve flor, feijão verde, cenoura, brócolos, couve, etc. Um fio de azeite crú no final e a primeira parte da refeição está pronta.

O blogue não tem sido a minha prioridade e, enquanto não terminar os ensaios do doutoramento, não consigo ser mais assídua nas publicações, mas vão passando por cá que não o vou abandonar.

E porque o Natal se está a aproximar a toda a velocidade e as prendas de Natal podem ser saudáveis e saborosas (e mais económicas) deixo o link para uma publicação da APN.

http://www.apn.org.pt/xFiles/scContentDeployer_pt/docs/doc2196.pdf

Tem ótimas ideias e o Natal / Ano Novo não tem de ser a época do ano que terminamos com uns quilitos a mais. Dê uma prenda a si próprio(a) - SAÚDE.

E deixo também uma canção que eu decidi agora que é uma canção de Natal / Ano Novo. Porque não?

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Todas diferentes, todas iguais. Esta podia ser perfeitamente a frase que define as sopas cá de casa. Há exceção de duas ou três sopas como o caldo verde, o creme de couve-flor e pouco mais, em que sigo (mais ou menos!!) a receita tradicional, as sopas resultam da inspiração do momento e da disponibilidade de ingredientes.

Saltam sempre para a panela 2 ou 3 batatas, uma cebola, algumas cenouras e mais 2 ou 3 hortícolas. O que predomina dá o nome à sopa: sopa de feijão verde, sopa de abóbora, sopa de espinafres, etc. Dá-se preferência aos hortícolas frescos que habitam a caixa do frigorífico (para evitar que se degradem), de seguida aos congelados e se não forem suficientes acrescenta-se uma lata pequena de grão ou feijão. Resultado: nunca se fazem duas sopas iguais.

Depois de cozidos em água temperada com sal (pouco), é adicionado um fio de azeite e todos os hortícolas são reduzidos a puré resultando num creme mais ou menos liso consoante o tempo e a intensidade da trituração.


O "minorca" cá de casa gosta da sopa assim, não lhe agrada nada encontrar "objetos nadadores não identificados" (ONNI's) na sopa. Mas, o resto do clã, clamava por qualquer coisa mais mastigável na monotonia do prato. 

A solução de consenso passou por fazer estes cubos de feijão verde cortado fininho, cozido e congelado ou cebolinho cru cortadinho e congelado. Isto pode ser feito com qualquer hortícola que se queira acrescentar ao puré de legumes: coentros, espinafres cozidos, couve cortadinha e cozida, etc. Depois dos hortícolas cozidos, acondicionar nas cuvetes, preencher os espaços vazios com água e levar ao congelador.


 





A mesma sopa multiplica-se em várias sopas diferentes ao gosto de cada um.

Gostaram da ideia? Experimentem. Assim é dificil repetir a mesma sopa.

Todas iguais, todas diferentes.



Expectativas para 2014?
Que seja possível assegurar o 25º Direito da Declaração Universal dos Direitos do Homem proclamada pela Assembleia Geral da ONU em 10 de Dezembro de 1948, nomeadamente:

ARTIGO 25.º
1. Toda a pessoa tem direito a um nível de vida suficiente para lhe assegurar e à sua família a saúde e o bem-estar, principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à assistência médica e ainda quanto aos serviços sociais necessários, e tem direito à segurança no desemprego, na doença, na invalidez, na viuvez, na velhice ou noutros casos de perda de meios de subsistência por circunstâncias independentes da sua vontade.
2. A maternidade e a infância têm direito a ajuda e a assistência especiais. Todas as crianças, nascidas dentro ou fora do matrimónio, gozam da mesma protecção social. 


terça-feira, 18 de junho de 2013

O ano letivo terminou e na escola do meu filho mais novo teve um final em grande com um concurso de SOPAS. É isso mesmo! Sopas...

O diretor de turma trabalhou este tema durante o ano e culminou com uma apresentação de 22 sopas, uma por cada aluno. Cada um levou uma sopa, fez um pequeno discurso sobre a mesma e apresentou a sua sopa numa mesa decorada a condizer. Resultado: 22 mesas decoradas, cada uma com uma sopa e pais e professores de tigela na mão a degustar as iguarias.

Todos eles estiveram à altura do desafio e argumentaram convictamente a importância da sopa na alimentação. Estas crianças não se vão esquecer, nunca mais, que fizeram um concurso de sopas no 5º ano e especialmente porque é que foi um concurso de sopas e não de outra coisa qualquer. São estas aprendizagens experimentadas e vividas que ficam mais entranhadas e deixam marcas (boas).

E, nestes tempos em que se põe tanto em causa o trabalho dos professores, é preciso salientar estas iniciativas tão importantes e originais que se multiplicam por esse país fora e que passam despercebidas aos nossos governantes que nos transformam em meros números. Enfim, muito mais havia a dizer...

Portugal apresenta mais de metade da população com excesso de peso (5 milhões de portugueses). Nos mais pequenos, 30% das crianças apresentam excesso de peso e mais de 10% são obesas. A "ajudar" este cenário, a situação de crise económica arrasta as famílias para uma alimentação barata, saciante, saborosa mas desiquilibrada. É preciso urgentemente ensinar as famílias, sobretudo as que incluem crianças, a comer bem gastando pouco e isso é possível. A sopa é uma das soluções!

Parabéns ao Prof. António Gonçalves pela iniciativa tão importante e original. Tenho a certeza que estas crianças serão adultos mais conscientes do que é uma alimentação equilibrada e a "culpa" foi do diretor de turma que tiveram no 5º ano. 

O júnior cá de casa levou para o concurso um creme de beterraba, mais conhecido por "sopa para vampiros".


Creme de beterraba:

1 beterraba, 3 batatas médias, 1 curgete média, 1 cebola, 2 cenouras, 1 lata pequena de grão cozido, 2 colh. sopa de azeite.

Descascar todos os legumes e lavá-los muito bem. Cortar em pedaços e colocar numa panela. Acrescentar o grão cozido e água até tapar todos os ingredientes. Levar ao lume e deixar cozer durante 30 minutos. Fora do lume adicionar o azeite e triturar muito bem com a varinha mágica ou num copo de sumos. Servir polvilhado com cebolinho cortado fininho e quadradinhos de pão tostados no forno.

(neste caso levou só uma folhinha de hortelã)
 




sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Sopa...
A Mafalda do Quino é, sem dúvida, a minha personagem favorita da banda desenhada: a menina contestatária que odeia sopa. Neste último aspeto não estamos de acordo. Eu sou uma acérrima defensora da sopa.
Uma alimentação equilibrada deve incluir, diariamente, cerca de 400g de produtos hortícolas. Mesmo que acompanhemos o prato principal com vegetais crus ou cozinhados, muito dificilmente chegaremos a esta quantidade de hortícolas sem incluirmos sopa na ementa diária. E atenção que canja não é sopa, é canja.
A sopa tem diversas vantagens: quando ingerida no início da refeição prepara o estômago para o resto dos alimentos; ajuda-nos a ficar saciados com poucas calorias; os sais minerais e as vitaminas que se perdem na cozedura dos vegetais ficam contidos na sopa o que a torna num alimento muito rico em nutrientes essenciais.
Cá em casa a sopa tem sempre batata (pouca), cebola e cenoura. A estes vegetais acrescenta-se o que a época dá ou a arca tem congelado: curgete, nabo, abóbora, alho francês, feijão verde, espinafres, couve flor, beringela, couves várias, chuchus, alface, salsa, coentros, etc. Por vezes também entram as lentilhas, feijão, grão ou ervilhas. Normalmente, depois de cozidos com um pouco de sal, é adicionado um fio de azeite e tudo é transformado num creme, cuja cor depende dos ingredientes. A esta sopa os meus filhos batizaram de "sopa sem nada" e sempre foi a preferida.
Eis outra vantagem da sopa, ou melhor a "magia" da sopa: inclui alimentos que, individualmente, muito dificilmente os mais novos comeriam, até nós lhes torcemos o nariz...
Pois é, normalmente as crianças odeiam sopa!





Não desistam, um dia eles vão render-se, experiência própria! Tenho a certeza que a Mafalda, atualmente mãe de filhos, lhes dá sopa todos os dias.
E quem consegue resistir a uma sopa quentinha e a fumegar nos dias frios que já se instalaram no calendário?





Para ouvir a comer a sopa