segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

O valor emocional dos alimentos

Atrevo-me a dizer (sem qualquer base científica, é apenas a minha opinião) que o Homem deve ser o único animal que come para além da satisfação das necessidades nutricionais. Não consigo encontrar exemplos de animais com obesidade ou excesso de peso, mesmo que a disponibilidade alimentar ultrapasse as suas necessidades. Um animal (dizemos nós, irracional) quando já não tem fome pára de comer. E nós? Mesmo que estejamos saciados, se nos puserem à frente um alimento de que gostamos muito, comemos! E somos nós animais racionais!... 

Os alimentos têm esta capacidade de estabelecer conosco relações afetivas: comemos porque estamos contentes, porque estamos tristes, porque correu bem o dia, porque tivemos uma má notícia, porque estamos com os amigos, etc. E quando comemos porque temos fome escolhemos o que nos pode saciar rapidamente (bolachas, bolos e outros alimentos ricos em açúcar e gordura) mas nem sempre o mais interessante do ponto de vista nutricional (muito pobres em proteína,vitaminas, minerais e fibra).

Eis outra sabedoria da "mãe natureza": nunca juntar gordura e açúcar no mesmo alimento. Na natureza existem alimentos ricos em açúcar (mel, frutos, cana do açúcar, etc) e alimentos ricos em gordura (azeitona, frutos secos, etc) mas nunca alimentos que tenham ambos em quantidades apreciáveis. O Homem junta-os frequentemente nas sobremesas. Esta que sugiro hoje foi um pouco "falsificada", mas quem consegue dizer que não era capaz de a comer desde já?


Cheesecakes rápidos:

Misturar 200 g de framboesas congeladas com 2 colh. sopa de açúcar. Aquecer lentamente num tachinho até desfazer as framboesas e ficar com aspeto de compota ligeira.

Misturar bem 200 g de queijo creme magro com 200 g de iogurte grego com açúcar e 1/2 colher de café de extrato de baunilha.

Colocar 2 bolachas Maria ou torrada esmigalhadas no fundo de um copo, acrescentar uma camada de mistura de queijo e iogurte, uma camada de calda de framboesas, algumas framboesas inteiras e mais um pouco de bolacha esfarelada ou amêndoa ralada e torrada.


 
Sem sentimentos de culpa e com todo o valor emocional que carrega! 

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